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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

O Spider-man da vida selvagem

Hoje falaremos de um animal com uma característica bem peculiar no mundo selvagem. Vocês acham que super-herói só existe no cinema e nos quadrinhos está totalmente enganado depois de ler essa matéria.  Conheceremos o “Lagarto-aranha” (Agama mwanzae).
O Agama mwanzae é originário da África, podendo ser encontrado no Quênia, Tanzânia e Ruanda. Aparentemente essa espécie não está ameaçada de extinção, podendo até mesmo ser adquirida em pets-shops por todo o mundo.

Sua fama se dá pela coloração viva que somente os machos possuem tendo a cabeça, pescoço, e ombros com uma coloração vermelho ou violeta brilhante, com o restante do corpo de azul escuro, enquanto as fêmeas possuem uma coloração marrom em todo o corpo. Seu apelido de “Lagarto-aranha” vem da comparação com o herói da Marvel comics Homem-Aranha, onde seu uniforme possui as mesmas cores do nosso amigo Lagarto. Durante a noite ou quando ameaçado pode mudar sua cor para marrom.

O Agama mwanzae pode chegar até 30 cm de comprimento, sua alimentação consiste em pequenos insetos. Sua reprodução ocorre nos períodos de chuvas, podendo se reproduzir em outras épocas do ano. A fêmea desova de 5 a 7 ovos incubando em buracos de 5cm. Depois da eclosão os filhotes podem ficar solitários por 2 meses, podendo ficar depois em um grupo com um macho dominante por 4 meses.

Mesmo não podendo soltar teias, o “Largato-aranha” pode correr comente com as patas traseiras e escalar paredes como nosso amigo da vizinhança Homem-Aranha. Podem ser criados em cativeiros se tornando dóceis com a alimentação constante, mas com estruturas que permitam sua regulagem de temperatura corporal. 




As informações para elaboração desta matéria foram retiradas das seguintes fontes :

http://incrivelterra.blogspot.com/2013/03/agama-mwanzae-o-lagarto-aranha-do-quenia.html

http://zoovirtualbr.blogspot.com/2010/04/lagarto-aranha.html

https://essaseoutras.com.br/lagarto-agama-mwanzae-tudo-sobre-habitat-alimentacao-cores-e-fotos/

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Rato toupera pelado

Esse animal é a prova que beleza não é tudo nesta vida. Hoje vamos conhecer um pequeno roedor que tem despertado a curiosidade dos cientistas. Estamos falando do Rato toupeira pelado (  Heterocephalus glaber ). Você pode não dar muito para ele, mas ele vive muitos anos a mais que os ratos comuns, não é afetado por produtos químicos e nunca tem câncer, depois de saber isso tudo aposto que queria ser um rato toupeira pelado.

O rato toupeira é o roedor com a maior longevidade entre seus parentes, vivendo cerca de 30 anos, enquanto ratos e camundongos vivem cerca de 3 anos em cativeiro. Isso já o torna incrível uma vez que o tamanho do animal está relacionado com a expectativa de vida, onde animais menores vivem menos que os grandes. Outra característica incrível deste animal é a de não apresentar câncer. Doença que geralmente acomete roedores.



Cientistas fizeram vários estudos, onde injetaram células cancerígenas de camundongos e humanos no rato toupeira. Em duas semanas eles desenvolveram a doença, mas seis meses depois os ratos toupeiras não apresentavam nenhum problema. Os animais continuaram com as células no corpo, mas elas não se replicavam. Outra curiosidade investigada sobre esses animais é sua resistência a dores químicas. Quando entram em contato com pimenta, por exemplo, eles não sentem nada. Sentir dor é importante. Quando encostamos no fogo, a dor avisa que há algo de errado, por exemplo. Mas dores pós-cirúrgicas e outras situações poderiam ser evitadas se os cientistas conseguirem imitar o mecanismo dos ratos.


Outro fato incrível que os cientistas descobriram é que o rato toupeira resiste até dezoito minutos sem oxigênio. O rato-toupeira-pelado vive em tocas sem ventilação e túneis subterrâneos juntamente com centenas de companheiros de colônia. Em tais condições, a falta de oxigênio ocorre com bastante frequência, fazendo a espécie se adaptar a essa condição.




As informações para elaboração desta matéria foram retiradas das seguintes fontes :




quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Cervo vampiro

Novamente a vida imita a arte. E desta vez vamos falar de vampiros, mas fique calmo que desta vez não terá sangue no meio, pelo menos eu espero. Hoje vamos conhecer um mamífero que seu último registro se deu em 1948. Estamos falando do cervo Hydropotes inermis conhecido como cervo vampiro.



O cervo vampiro ganhou esse nome devido aos seus caninos que por serem tão compridos ultrapassam o maxilar inferior, onde só os machos possuem essa característica. O cervo vampiro usa seus caninos na época de reprodução, na disputa por fêmeas. O cervo se distingue por não possuir chifres.


Outra característica do cervo vampiro é que a fêmea possui dois pares de mamas em vez de um par, e dando à luz a dois ou três filhotes em vez de um ou dois como acontece normalmente com outros cervos.



A espécie é nativa do Himalaia no nordeste da Índia, da região de Caxemira no Paquistão e do nordeste do Afeganistão. Infelizmente corre risco de extinção por causa da guerra na região devastando seu habitat natural e pela caça ilegal para retirada de glândulas de cheiro sendo vendida no mercado negro.

As informações para elaboração desta matéria foram retiradas das seguintes fontes :


domingo, 12 de novembro de 2017

Vespa parasita

Autor : Ygor Tiago

Revisão final : Fabiana Rocha

Vocês já viram aqui no blog uma espécie de fungo que transforma formigas em verdadeiros zumbis. Hoje vamos conhecer uma espécie de vespa que possui uma estratégia um pouco extrema para que seus ovos chegam a fase adulta.

A vespa Chelonus insularis é um inseto especializado em parasitar lagartas. Sua tática é simples, usar seu ovopositor(órgão responsável pela postura dos ovos),como uma arma, perfurando o corpo da lagarta e colocando dentro de seu corpo os seus ovos. Juntamente com os ovos depositados a vespa fêmea inocula uma poderosa toxina que encerra de uma vez o ciclo de desenvolvimento da lagarta.

As vespas parasitas injetam partículas, chamadas vírus poli-DNA, transportando genes que quando ativos afetam  o sistema imunológico da lagarta, permitindo assim o desenvolvimento seguro dos seus ovos.


Depois de certo tempo, alimentando do corpo da lagarta os ovos eclodem e os parasitas saem do corpo do hospedeiro formando casulos.  As larvas da vespa utilizam suas pequenas mandíbulas para atravessar a pele da lagarta. Como se não bastasse das alimentar lagartas , estás como um guarda-costas, protegem os casulos de possíveis predadores. A lagarta morre pouco tempo depois que as vespas adultas emergem dos casulos.







As informações para elaboração desta matéria foram retiradas das seguintes fontes :



quarta-feira, 22 de março de 2017

O amor animal

Autor : Ygor Tiago


Revisão final : Fabiana Rocha



Dentre o mundo animal a última coisa que nós seres humanos pensamos é no amor entre animais. Sempre que a palavra animal e selvagem vem a nossa mente, a imagem é de sangue, predador e presa e assim por diante. Hoje vamos conhecer alguns animais que segundo os padrões humanos são fiéis ao seu parceiro pelo resto da vida ou quase isso.


Para começar a explicar a primeira coisa a ser saber é a seguinte; O único objetivo no mundo animal é a reprodução, fazendo assim que os genes de um determinado animal sejam passados para gerações futuras, dando continuidade a espécie. Existem muitas teorias para explicar o motivo dos animais adotarem ou não a monogamia. Uma delas explica que algumas espécies com populações reduzidos e distantes tendem a ser monogâmicos. Evitando que o macho gaste energia procurando outras fêmeas para se reproduzir, uma vez que esse corre o risco de a reprodução não acontecer gastando assim sua energia sem obter resultado. A monogamia também permite aos pais dedicarem mais tempo a de criação de sua prole.
Outra teoria defende que o acasalamento com mais de uma fêmea aumenta a probabilidade dos machos se reproduzirem com sucesso e gerarem descendência, perpetuando seus genes e sua espécie.
Agora vamos conhecer alguns desses exemplos de fidelidade.


Cisnes

Os casais de cisnes trabalham em conjunto na construção do ninho, na encubação dos ovos e geralmente regressam sempre ao mesmo ninho na época de acasalamento. Embora existam alguns cisnes que não são totalmente “fiéis” aos seus parceiros, bem como alguns casais acabam por se separar, geralmente por não conseguirem procriar, a fama de partilharem um “amor para sempre” é justa para a grande maioria deles.


Lobos

Os lobos têm um sentido de lealdade e fidelidade exemplares no mundo animal. Não só pelo hábito de formarem casais para toda a vida, como a sua ligação com irmãos e irmãs dentro da alcateia. Essas relações são tão fortes como as relações entre os casais, criando assim toda uma relação familiar forte e duradoura. (Para mais informações leia nossa matéria sobre Lobos). Podendo se dizer o mesmo para os cães que sempre mostram uma lealdade infalível com seu dono.


Gibões

Os gibões são primatas que costumam formar casais para toda a vida. Uma vez juntos, não se limitam a acasalar e criar os filhotes, são muitas vezes observados cuidando do pêlo um do outro, ficando juntos nas árvores e partilhando outras atividades. Apesar de serem um dos maiores exemplos de monogamia e fidelidade, existem alguns gibões que olham para o lado, e não estamos a falar da árvore seguinte. Também existe uma pequena percentagem de casais que se “divorciam”. À medida que estudos são realizados sobre a complexidade social destes animais, mais os seus “casamentos” se parecem assemelhar aos nossos – tanto nas virtudes como nos defeitos. O que não é de estranhar, pois são os nossos “parentes mais próximos”. 


Pinguins

 Os pinguins têm pela frente uma tarefa árdua quando geram os seus filhotes. Para que um pequeno pinguim tenha probabilidades de sobreviver nas condições austeras do polo sul, os seus progenitores têm que trabalhar em conjunto e dividir as tarefas. Eles se revezam no trabalho de cuidar do filhote. Enquanto um fica aquecendo o filhote e cuidando de possíveis predadores, o outro vai em busca de alimento.


Rato Silvestre da pradaria


Apesar de os roedores estarem associados a uma forte promiscuidade, os ratos-silvestres-da-pradaria (Microtus ochrogaster) estão entre os maiores exemplos de animais monogâmicos que se conhecem. Quando se juntam, formam um casal cuja relação costuma durar para o resto de suas vidas. Criam os filhotes em conjunto, de todas as ninhadas que tiverem e é muito raro separarem-se para formarem outros casais. Costumam partilhar outras atividades, como cuidar do pêlo um do outro ou simplesmente passar o tempo juntos. Quando um dos parceiros morre, apenas um quinto dos viúvos decide ir à procura de um novo parceiro.




Castores

Os castores são geralmente animais fiéis ao seu parceiro e, sobretudo, ficam juntos a tomar conta dos filhotes, como verdadeiros pais devotos. Ao contrário do que acontece com alguns pinguins, por exemplo, os casais de castores não  costumam separar depois que os filhotes se tornam independentes.


Araras

Estas aves são conhecidas por trocarem mimos e cuidados entre o casal, como limpar a plumagem um do outro e partilharem o alimento que um deles encontre. Os machos e as fêmeas revezam-se nas tarefas para cuidar dos filhotes. Um filhote pode ficar junto dos pais durante 7 anos, até estar preparado para ir em busca do seu “par perfeito” e também se reproduzir. A partir do momento que se juntam geralmente é para toda a vida.



Espero que tenham gostado ! Até a próxima. 




As informações para elaboração desta matéria foram retiradas das seguintes fontes :

https://www.mundodosanimais.pt/animais-selvagens/animais-monogamicos/

http://diariodebiologia.com/2015/06/um-unico-amor-por-toda-vida-veja-os-animais-que-sao-monogamicos-e-fieis-aos-parceiros/

http://www.mdig.com.br/?itemid=13620

sábado, 18 de março de 2017

Cogumelo gigante

Autor : Ygor Tiago


Revisão final : Fabiana Rocha


Todos já ouviram falar no livro dos recordes, embora muitas pessoas acreditem que a baleia é o maior ser vivo do planeta, para os cientistas este posto pertence a uma outra espécie. Outros ainda acreditam que o elefante ocupa esse lugar, mas vocês não vão acreditar ao saber que o maior ser vivo neste planeta, pelo menos, se trata de um fungo.



Isso mesmo que vocês leram um fungo é considerado o maior ser vivo do planeta Terra. Conhecido popularmente como cogumelo do Mel o Armillaria ostoyae é encontrado na Floresta Nacional de Malheur, no Estado do Oregon, Estados Unidos.


Segundo os cientistas nosso “grande” amigo vem crescendo a 2.400 anos. Na superfície, dá para ver apenas suas extremidades junto aos troncos das árvores, mas debaixo da terra ele ocupa 880 hectares – o equivalente a 1 220 campos de futebol. Segundo o engenheiro agrônomo da USP, João Lúcio de Azevedo, ele ainda cresce entre 70 centímetros a 1,20 metro por ano.  Antes de sua descoberta, o maior ser vivo era outro fungo da mesma espécie, encontrado em 1992. Até os anos 90, o título pertencia a uma árvore sequoia da Califórnia.

As informações para elaboração desta matéria foram retiradas das seguintes fontes :

http://mundoestranho.abril.com.br/ambiente/qual-e-o-maior-ser-vivo/

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/12/151202_vert_earth_fungo_lab

http://seuhistory.com/noticias/conheca-o-cogumelo-do-mel-o-maior-ser-vivo-do-planeta

segunda-feira, 13 de março de 2017

Eu vi cogumelos !

Autor : Ygor Tiago

Revisão final : Fabiana Rocha


Hoje vamos saber um pouco mais sobre um mundo muito conhecido, mas pouco apreciado. É fato que poucas pessoas possuem um grande afeto por fungos, mas o que eles não sabem é a incrível diversidade que se pode encontrar tanto em diferentes formas como em diferentes cores nesse mundo. Mostraremos alguns dos mais “bizarros” e espetaculares fungos  do mundo.


 Começamos pelo Gyromitra esculenta conhecido como cogumelo cérebro. É encontrado pela Europa e por partes dos Estados Unidos,  pode chegar a 10cm de altura e 15cm de largura. Apesar de ser fatal se for ingerido cru, ele é vendido e usado em omeletes e sopas. Apesar disso, pesquisas recentes apontam que seu consumo não é seguro nem quando o cogumelo é cozido.


O Hydnellum peckii conhecido por dente sangrento ao meu ver é um dos mais espetaculares desta lista. O nome se da por sua aparência peculiar, gotas de “sangue” que aparecem em sua superfície. É encontrado comumente na América do Norte, na Europa e já foi visto em partes da Ásia. O sangue é uma espécie de seiva que sai dos poros do próprio cogumelo que atrai insetos.


O Entoloma hochstetteri é encontrado na Índia e na Nova Zelândia e eles são facilmente identificáveis por sua belíssima cor. O Entoloma não é comestível, mas não se sabe se é fatal para nós. A espécie é tão famosa na Nova Zelândia que aparece nos selos e nas notas de dinheiro do país.


O Mycena chlorophos parece aqui no Brasil, assim como no Japão. Como você pode ver, ele irradia um brilho verde incrível. Normalmente aparecem na base de florestas no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar), em São Paulo.


E para fechar a lista o cogumelo mais famoso do mundo, o Amanita muscaria, esse você deve conhecer de sua participação feita no jogo do Mario. Apesar de ser muito bonito ele é venenoso e pode provocar dependência química, por suas propriedades psicoativas. Há várias espécies de Amanita e, apesar da mais famosa ser a vermelha, há outras com diferentes cores de “chapéu”.







As informações para elaboração desta matéria foram retiradas das seguintes fontes :


http://hypescience.com/os-10-cogumelos-mais-incriveis/